domingo, 10 de março de 2013

como fazer uma boa inseminação


Horário de Inseminação
O momento ideal de inseminar é no final do cio, quando a probabilidade de fecundação é maior devido a alta fertilidade da vaca.

Um método prático e com ótimos resultados é o proposto por Trimberger:

Vacas e cio pela manhã deverão ser inseminadas na tarde do mesmo dia; vacas observada em cio a tarde devem ser inseminadas no início da manhã seguinte.
Sequência da Inseminação
Antes de iniciar a inseminação, examine atentamente a ficha do animal, e verifique as últimas ocorrências. Em caso de qualquer anormalidade ou se a vaca pariu há menos de 45 dias, não realize a inseminação.
Contenha o animal no tronco e faça o exame do muco que deve ser semelhante a clara de ovo. Se o muco apresentar qualquer alteração, a vaca não deve ser inseminada. Todas estas observações devem ser anotadas na ficha do animal e comunicadas ao técnico responsável.

Coloque sobre uma mesa ou balcão todo o material a ser utilizado.
Corte uma pequena abertura no saco plástico de bainhas, na extremidade que contém a bucha, exteriorize a ponta de uma bainha por vez. Não retire a bainha até o momento da inseminação.
Retire e prepare uma luva.

Separe um pedaço de papel para secagem posterior da palheta.
O aplicador universal serve tanto para a palheta média quanto para a fina. Verifique se a extremidade está adequada para o tipo de palheta. Retire o êmbolo metálico colocando-o de lado.

Faça a limpeza do reto da fêmea, e em seguida utilize o papel para limpar a vulva. É muito importante uma cuidadosa higienização da vaca.
Identifique o sêmen do touro a ser utilizado e abra a tampa do botijão.
Levante a caneca contendo o sêmen até no máximo 5 cm abaixo da boca do botijão. Retire a dose de sêmen com o auxílio de uma pinça. Não ultrapasse 5 segundos para este procedimento. Em caso de dificuldade para retirar o sêmen, abaixe a caneca por alguns segundos e faça uma nova tentativa.
Em seguida mergulhe a palheta com a extremidade da bucha voltada para baixo, em água a temperatura entre 35 e 37° C por 30 segundos. É importante cumprir à risca estas recomendações.

Com a utilização do termômetro, verifique constantemente a temperatura da água para que não ultrapasse os limites especificados acima. Pode-se também utilizar um descongelador eletrônico que mantém a temperatura da água constante.

Atenção: O sêmen nunca deve ser recongelado.
Depois de descongelada, enxugue a palheta com papel toalha ou higiênico e corte a extremidade oposta a da bucha. Se for palheta média faça o corte em forma de bisel e se for palheta fina corte reto para evitar o refluxo do sêmen.
Encaixe a extremidade cortada da palheta na bucha da bainha.
Introduza o aplicador na bainha empurrando a palheta até a ponta. Fixe a bainha no aplicador através do anel plástico. Encaixe o êmbolo metálico vagarosamente até encostar na bucha da palheta.
Vista a luva e com o aplicador montado dirija-se até a vaca.
Tome muito cuidado com a higiene durante estes procedimentos. Os materiais nao devem encostar nas instalações, roupas, animais e outros fômites que podem contaminar o sêmen.

Abra a vulva da vaca e insira o aplicador na vagina, de baixo para cima.
Introduza delicadamente a mao que está livre no reto do animal envolvendo e fixando a cervix. Oriente a introdução do aplicador até a entrada da cervix.
Faça movimentos com a mão que está fixando a cervix até a passagem completa do aplicador pelos anéis.
Deposite o sêmen após o último anel pressionando lentamente o êmbolo do aplicador.

Retire o aplicador e o braço e faça uma leve massagem no clitóris da vaca.
Retire a bainha descartável, envolvendo-a com o verso da luva e jogue-as no lixo.

Periodicamente faça uma limpeza do aplicador universal com álcool.
Em seguida anote todos os dados da inseminação na ficha do animal (Data da inseminaçao, período, nome do touro, nome do inseminador, etc)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

indentificação do cio e procedimento da inseminação


Indentificação do cio Antes da IA deve-se verificar se a vaca está no cio, sendo que essa verificação é de extrema importância para o sucesso do procedimento. São recomendadas duas observações ao dia, uma no início da manhã e outra no final da tarde, por um período de 60 minutos, no mínimo. Identifica-se o cio através da aceitação da monta de outros animais. É comum utilizar rufiões para esta identificação, com ou sem bucal marcador (marcando com tinta a fêmea que deixou ser montada). As vacas que estiverem no cio devem ser identificadas e, no final deste, deve ser realizada a inseminação, utilizando um método prático que é: vacas que apresentam cio pela manhã, devem ser inseminadas na tarde do mesmo dia; vacas que apresentam cio a tarde, devem ser inseminada na manhã seguinte (recomenda-se intervalo de 12 horas). Antes de inseminar a vaca, examine cuidadosamente sua ficha, verificando os últimos acontecimentos. Caso haja alguma anormalidade ou então, caso tenha parido a menos de 45 dias, não realize o procedimento.

  Os procedimentos da técnica propriamente dita são:
• Conter o animal no tronco
 • Esvaziar o reto e observar o aspecto do muco vaginal
 • Realizar uma correta higienização do períneo e da vulva
 • Preparar o aplicador, a bainha, a tesoura, o papel toalha, a luva e a pinça
 • Aquecer a água a 37°C para descongelar o sêmen e descongelá-lo adequadamente (37°C por 30 segundos)
 • Secar a palheta adequadamente
 • Montar o aplicador com a palheta
 • Calçar a luva
 • Abrir os lábios vulvares e introduzir o aplicador na vagina
 • Introduza a mão no reto, encontre a cérvix da vaca e passe o aplicador até o corpo do útero
 • Deposite o sêmen devagar
 • Retire o aplicador e a mão do reto
 • Retire o aplicador e o braço e faça uma massagem no clitóris da vaca
 • Retire a bainha descartável e a luva e joga-as no lixo
 • Realizar limpeza do aplicador universal periodicamente 
• Anote todos os dados da IA na ficha do animal Fontes: 

Referência Bibiografica:
http://www.altagenetics.com.br/manual/introducao.htm http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/doc/doc_pdf/DOC071.pdf http://www.asbia.org.br/?informacoes/inseminacao_artificial

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

vantagen e limitações da inseminação artificial e materias usados

Vantagens: Controle da transmissão de doenças infectocontagiosas da esfera reprodutiva Incremento do melhoramento genético e da produção animal Aprimoramento do controle zootécnico Racionalização do manejo reprodutivo Redução dos problemas de partos em novilhas, usando-se touros com facilidade de parto Possibilidade do nascimento de crias após a morte do pai 

  Limitações: Falta de mão-de-obra especializada Utilização da técnica incorretamente Para a realização desta técnica são utilizados os seguintes materiais: 
• Botijão com nitrogênio líquido • Sêmen
 • Luvas descartáveis 
• Bainhas descartáveis 
• Aplicador 
• Termômetro 
• Cortador de palhetas 
• Pinça 
• Tesoura 
• Papel toalha 
• Garrafa térmica 
• Recipiente para descongelação do sêmen

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Introdução da inseminação artificial

Inseminação artificial: (IA) consiste no conjunto de eventos que acontecem desde a colheita do sêmen, sua análise e processamento em laboratório, a manutenção por períodos variáveis em condições extracorpóreas, até a sua introdução no trato genital de uma fêmea. O uso da IA é uma ferramenta essencial para o melhoramento genético e aumento da eficiência produtiva dos rebanhos. De todas as biotécnicas existentes que são aplicadas à reprodução animal, a IA é a mais antiga e também, a mais eficiente. Inicialmente, o objetivo era a erradicação de doenças infecciosas transmitidas pelo touro durante a monta natural, difundindo-se em seguida, como um instrumento eficaz e econômico para o melhoramento genético dos rebanhos. A partir do momento que passaram a congelar o sêmen, a IA tornou-se mais rápida e mais controlada, viabilizando o uso de sêmen de um certo animal em épocas futuras. Esta técnica possui vantagens em relação à monta natural, mas também possui algumas limitações: